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Movimento em Defesa da Vida da Arquidiocese do Rio de Janeiro

Testemunhos - Defesa da Vida
Silvana Silva de Oliveira - Rio de Janeiro


Silvana Silva de Oliveira já tinha tido câncer aos 24 anos de idade. A doença estava no mediastino (região entre o coração e o pulmão). Na ocasião, fez sessões de quimioterapia durante seis meses, e depois fez sessões de redioterapia durante um mês. Depois disso, os exames mostraram que o tumor havia desaparecido. No entanto, Silvana ficou sob acompanhamento durante um ano, submetendo-se a exames de tomografia a cada três meses.
 
Aos 25 anos, Silvana descobriu que estava grávida, notícia que logo contou ao médico que a acompanhava. Ele, então, cancelou a tomografia que ela estava prestes a fazer. No primeiro mês de gravidez, todos os sintomas da doença - caroços no pescoço e tosse - voltaram a aparecer, e ficou constatada a volta da doença. Um hematologista do INCA (Instituto Nacional de Câncer) aconselhou Silvana a provocar o abortamento do bebê, e reiniciar o tratamento contra o câncer. Imediatamente, Silvana respondeu-lhe que jamais provocaria o abortamento de seu filho. Esse mesmo médico, depois de conversar com outros médicos, aconselhou Silvana, então grávida de três meses, a iniciar o quanto antes as sessões de quimioterapia, e falou-lhe dos riscos para o bebê, que poderia nascer com problemas de malformação ou poderia vir a falecer. Silvana disse-lhe, então, que para não prejudicar seu bebê, apenas iniciaria o tratamento após o nascimento do seu filho. Assim, durante a gravidez, o médico que fazia o pré-natal de Silvana, no Hospital Fernandes Magalhães, aconselhou-a a antecipar o parto do bebê para o sétimo mês de gestação. Finalmente, "em 27 de fevereiro de 2003, às 10h da manhã, nasceu Thiago Silva de Olivieira, de parto por cesariana, com 2,425kg e 46 centímetros" nos relatou orgulhosa a mamãe coruja. E acrescentou que logo depois que ela lhe deu seu primeiro beijinho no rosto, ele foi levado para a UTI, como também ela própria, já que havia tido grande queda de pressão arterial. Thiago ficou 21 dias na UTI, e saiu do hospital em 19 de março de 2003, "Dia de São José, e foi batizado um mês depois", destacou Silvana. Neste mesmo dia, ainda com os pontos da cesariana, ela seguiu para o INCA, onde ficou internada por quatro dias, para submeter-se à primeira sessão de quimioterapia. Assim, nos revelou Silvana: "Somente no 25o dia depois do nascimento de Thiago, eu pude tê-lo, pela primeira vez, em meus braços".  

Depois de submeter-se à quimioterapia por vários meses, Silvana, precisou submeter-se a um outro tipo de quimioterapia, esta a mais agressiva de todas, para que ela pudesse submeter-se a um transplante de sua própria medula óssea.  

Silvana encerrou sua conversa conosco, em 26 de dezembro de 2003, dia de Santo Estevão, o primeiro mártir da Igreja, fazendo uma verdadeira celebração da vida:

- O Thiago representa luz, alegria, vida, e o estímulo para eu continuar a fazer o tratamento, e continuar vivendo, porque tem horas que eu perco um pouco as forças. Todos os dias, agradeço a Deus pelo meu filho. Nem por um minuto sequer, me arrependo de ter deixado de fazer o tratamento para manter meu filho saudável e vivo.

Entrevista concedida por Silvana em 26/12/2003, em sua casa, na Vila da Penha, Rio de Janeiro, onde tivemos o prazer de conhecê-la pessoalmente, e de desfrutar de sua mansidão, da alegria de seu filho, e da ternura de seus pais.




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Ser contra o abortamento provocado de bebês no ventre materno é uma questão ética, já que todos os seres humanos, independentemente da sua idade, ou de qualquer outra condição, têm a mesma dignidade de pessoa humana. É também uma questão científica, visto que há décadas a Ciência afirma que a vida humana começa no momento da concepção, com a primeira célula, o zigoto. É, ainda, uma questão jurídica, uma vez que todo ser humano tem, como o primeiro dos direitos, o direito natural à vida, da concepção até a morte natural. Finalmente, é uma questão também religiosa porque cada um de nós tem, acima de tudo, a dignidade sobrenatural de filho ou filha de Deus.