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Movimento em Defesa da Vida da Arquidiocese do Rio de Janeiro

Testemunhos - Defesa da Vida
Eliane Souza Castro - Ouro Prêto, Minas Gerais

O Senhor curou o meu filho no meu seio!
“Grandes e maravilhosas são as Tuas obras, Senhor Deus do universo!”


Temos 9 anos de casados. O nosso desejo era grande de ter filhos, mas por causa da obstrução das minhas trompas, não era possível. Durante quatro anos, lutamos, de médico em médico. Finalmente, nos propuseram, como única solução, segundo eles, a inseminação artificial.

O meu marido pensou até em vender o carro para pagar este custoso tratamento, o que não aceitei, nem por um instante.

Voltando do médico, em 19 de maio de 2003, busquei força na Palavra de Deus: Mt. 7, 7-11. Voltei-me para o Meu Pai do Céu, com toda a confiança, e Lhe disse que não estava de acordo em recorrer à inseminação artificial, pois queria que fosse feita unicamente a Sua Vontade e sabia que, se fosse Seu plano nos dar um filho, eu não precisaria de nenhum remédio, Ele teria poder para me engravidar um dia, se assim Ele quisesse, e quando Ele quisesse. E porque o Senhor é Todo Poderoso, eu Lhe pedi também a graça, para mim e para meu marido, de aceitar a Sua Vontade, qualquer que fosse Ela.

Em 21 de maio eu estava grávida! Algumas semanas mais tarde, o resultado das análises foi positivo!

Aos três meses de gestação, o médico quis fazer o exame da nuca transversal da criança. Tive medo, vejo agora que era falta de fé.

Mas o médico nos deu a notícia : a criança tem graves problemas, só tem 99% de chance de chegar ao final da gravidez, pode ser mesmo que dentro de dez dias não esteja mais viva. É preferível não ter um filho com tais problemas. E disse: “A minha indicação é o aborto”.

Desesperados, procuramos outro médico, que quis também fazer um outro exame, “cariótipo”, que coloca em perigo a vida da criança.

Sem saber o que fazer, recorremos à oração, entregando-nos inteiramente nas mãos de Deus. Decidimos não fazer este exame, pedindo: “Que seja feita a Tua Vontade, Senhor.”

Aos quatro meses de vida, recebemos a notícia: o nosso filho tinha o rosto deformado, o crânio aberto, a coluna como se estivesse em duas partes, síndrome no coração e um dedo a mais em cada mão e em cada pé.

Durante todo o tempo da gravidez, os médicos não cessavam de tentar nos induzir ao aborto. “Por que continuar a gestação? A criança será toda deformada.”

Resultado do ultra-som morfológico, método US Transabdominal, feito com 22 semanas de gestação:

Anomalias: cabeça - encefalocele / Cérebro - Agenesia / corpo caloso e ventricolomegalia. - / Dilatação da fossa posterior / Espinha - mielo-meligocele / pescoço / pele - espessamento nucal, 15,0 mm. / Comunicação nuca-crânio - / Cabeça - corte 4 - Câmaras anormais. / Vasos não visualizados. / Defeito de Septo: Atiro-Ventricular. Extremidades: pé: Polidactilia. Esquerdo e direito. Sandal. Gap Esq. E dir., talipos / pé torto.

Decidimos aceitar o nosso filho como viesse.

Nesse mesmo dia, participamos de uma reunião de oração “Cenáculo”, e a mensagem do livro de D.Gobbi era justamente contra o aborto. Nossa Senhora pedia para entregar a Ela, de coração, as criancinhas.

E nós o fizemos. De todo o coração, entregamos a Ela o nosso filhinho, pedindo, “que seja feita a Vontade de Deus”. Toda vez que rezávamos, a criança mexia muito e assim durante toda a gravidez.

No dia do parto, o médico nos preveniu mais uma vez que ele poderia nascer morto ou morrer durante o parto. “Mas, se vier a nascer, vocês sabem o que os espera...” prevendo um verdadeiro monstro..

Naquele momento, pensei nas mães das crianças doentes, cegas, aleijadas... e pensei: se elas podem aceitar seus filhos, como eu não vou aceitar o meu? Eu também receberei a força necessária.

O meu marido quis estar presente durante todo o tempo da cesariana. De mãos dadas, dissemos: Esta criança pertence em primeiro lugar a Deus e depois a nós. Nós o aceitamos e o amamos desde o início; aceitamos cuidar dele mesmo numa cama, contanto que seja feita a Vontade de Deus. Que ele venha como vier, nós o queremos.

Durante todo o tempo do parto, eu sentia uma paz extraordinária, um grande amor! Tinha certeza absoluta de que a minha vida e a vida do meu filho, tudo estava nas mãos de Deus! Em nenhum momento pensei que ele seria anormal. Se o Senhor pôde curar as minhas trompas e me permitiu engravidar, Ele pode mudar tudo, segundo a Sua Vontade, em Nome de Jesus Cristo ... está tudo nas Suas mãos! E permaneci em ação de graças a Ele e a Nossa Senhora. Senti muita paz, não tive medo em momento algum.

Foi um milagre ! Para o grande espanto de todos, o nosso filhinho nasceu normal!

O médico chamou meu marido : “Venha ver seu filho, ele é perfeito!”

O Senhor curou o nosso filho no meu seio, durante a gestação! Tudo era tão lindo! A criança nos comunicava a nós e a todos os que se aproximavam dele, uma força, uma serenidade, uma paz inexplicáveis! Uma luz e um amor extraordinários saiam dele!

O médico dizia: “Onde está o rosto deformado? Onde está a anomalia da coluna vertebral? Onde estão os dedos a mais? Os ultra-sons mostravam tudo isto...Nós, os médicos, não sabemos nada ... O que somos nós?”

Mas nasceu com um problema grave no coração, que os médicos não tinham percebido. Lutava para viver! E que esforço fazia para respirar!

Meu filho viveu 62 dias depois do nascimento. Recebeu o batismo e se chama João Lucas.

Tudo foi uma grande benção para nós. Sou muito feliz, numa grande comunhão de amor com o Carlos, meu marido. O Senhor me deu uma grande paz e um grande desejo de viver, de me dar para o Seu serviço em favor da Vida. É preciso que eu O busque cada vez mais, deixando tudo nas Suas mãos! Amém.


Eliane Souza Castro

Ouro Prêto, Minas Gerais, 5 Junho de 2004.

Tel: (031) 3551-3457


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Ser contra o abortamento provocado de bebês no ventre materno é uma questão ética, já que todos os seres humanos, independentemente da sua idade, ou de qualquer outra condição, têm a mesma dignidade de pessoa humana. É também uma questão científica, visto que há décadas a Ciência afirma que a vida humana começa no momento da concepção, com a primeira célula, o zigoto. É, ainda, uma questão jurídica, uma vez que todo ser humano tem, como o primeiro dos direitos, o direito natural à vida, da concepção até a morte natural. Finalmente, é uma questão também religiosa porque cada um de nós tem, acima de tudo, a dignidade sobrenatural de filho ou filha de Deus.