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Movimento em Defesa da Vida da Arquidiocese do Rio de Janeiro
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Itaici sedia encontro internacional em defesa da vida


CNBB

A Pontifícia Academia para a Vida, órgão do Vaticano, realiza em Itaici, município de Indaiatuba (SP), de 25 a 28 de novembro, o Congresso Internacional "Pessoa, cultura da vida, cultura da morte". Realizado pela primeira vez fora de Roma, o Congresso tem a parceria da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e veio para o Brasil por sugestão do Padre Aníbal Gil Lopes, um dos três brasileiros membros da Academia.

"Todos os anos, a Pontifícia Academia promove um Congresso que antecede sua Assembléia Geral. Em uma das Assembléias, propus que a reflexão feita em Roma teria muito mais sentido pastoral se fosse multiplicada através de congressos em diferentes regiões do mundo e me propus a organizar um no Brasil", explica Padre Aníbal, que é médico e professor na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Entre os temas a serem debatidos no Congresso, Padre Aníbal chama a atenção para a questão da eutanásia, "um tema candente particularmente na Europa e que no Brasil já toma seus primeiros passos". "As grandes questões ligadas à vida se concentram no início e no término da vida. O aumento da expectativa da vida traz um problema econômico, ligado às aposentadorias, às pensões e a uma redução progressiva da taxa de natalidade. Todas essas abordagens conduzem à legalização da eutanásia, que já ocorreu em diversos países da Europa", esclarece.

Na sua opinião, o Brasil, após reduzir a taxa de natalidade, enfrentará dificuldades para manter os idosos daqui a 15 anos. "Isso não é só no Brasil, é um fenômeno ocidental e será um dos desafios que teremos que enfrentar", esclarece. "Seria muito interessante que, antes desse desafio se tornar proposta de lei, antecipadamente, a Igreja começasse a pensar e a valorizar a questão da vida no seu final, fazer toda a reflexão da dignidade da velhice, da dignidade de morrer".

Para o Padre Aníbal, o Congresso é uma oportunidade dos bispos, padres e professores de teologia moral e ética se aproximarem da discussão acadêmica sobre a fundamentação científica, na perspectiva católica, das grandes questões ligadas à vida. "A reflexão acadêmica jamais pode se fechar em si própria, mas devemos ter a sensibilidade de comunicar, partilhar, dividir as nossas reflexões", destaca padre Aníbal. "Um Congresso como este poderá ser um fator extremamente importante para a disseminação de idéias, argumentos, estudos, subsídios para que a Igreja possa, nos diferentes continentes, fazer face aos desafios que não são localizados como o aborto e a legalização de uma série de situações que atentam contra a dignidade da vida".

Segundo padre Aníbal, uma reflexão comum pode ajudar a resolver esses desafios que aparecem em todos os países da América Latina. "Em todos os países da América Latina, os mesmos projetos de leis são apresentados simultaneamente. Uma reflexão comum pode permitir que os nossos argumentos sejam mais bem fundamentados, mais claros, mais convincentes. Acho que o Congresso poderia ser um subsídio importante nesta reflexão, não só para o nosso país como para a América Latina", ressalta.

O religioso não entende que, ao tratar dessas questões, a Igreja esteja negando o caráter laico do Estado. "O Estado é laico sim, mas o cidadão pode ser religioso", observa. "A nossa noção ocidental de um Estado laico é: o Estado é laico, mas ele permite toda a liberdade de expressão, de convicção, de independência de consciência". O papel da Igreja, acrescenta Padre Aníbal, é formar as consciências dos cidadãos que formam o Estado laico "para que sejam capazes de influenciar na construção de suas leis, de suas normas, de seus objetivos". Segundo afirma, a Igreja deve conduzir a comunidade "para assumir posições coerentes com o Evangelho".


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Ser contra o abortamento provocado de bebês no ventre materno é uma questão ética, já que todos os seres humanos, independentemente da sua idade, ou de qualquer outra condição, têm a mesma dignidade de pessoa humana. É também uma questão científica, visto que há décadas a Ciência afirma que a vida humana começa no momento da concepção, com a primeira célula, o zigoto. É, ainda, uma questão jurídica, uma vez que todo ser humano tem, como o primeiro dos direitos, o direito natural à vida, da concepção até a morte natural. Finalmente, é uma questão também religiosa porque cada um de nós tem, acima de tudo, a dignidade sobrenatural de filho ou filha de Deus.