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Movimento em Defesa da Vida da Arquidiocese do Rio de Janeiro
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México legalizou aborto até o terceiro mês de gestação

Com uma votação de 49 votos a favor, 19 contra, e uma abstenção, em 24/04/2007, a Assembléia Legislativa do Distrito Federal do México legalizou o aborto, que passou a ser uma prática completamente livre durante as 12 primeiras semanas de gestação. Cerca de 30 parlamentares falaram a favor e contra o aborto, alternadamente, durante cerca de dez minutos, cada um sobre as razões de seu voto. Deputados contrários à legalização afirmavam que a proposta de legalizar o aborto era inconstitucional porque a Constituição Mexicana defende o direito à vida, e o Código Civil Mexicano (artigo 22) reconhece a vida desde o momento da concepção. Já os deputados a favor da legalização afirmavam que o artigo 4 da Constituição Mexicana defende o direito das mulheres de decidir sobre o número de filhos que desejam, e repetiam que a legalização do aborto reduziria a mortalidade materna. Tudo parecia ser muito democrático, não fosse a pressão internacional que aquele país vinha sofrendo desde a década de 50 para promover o controle populacional!

Na véspera da votação, o movimento Somos Vida, liderado pelo Colégio de Advogados Católicos, entregou à Assembléia Legislativa um documento assinado por 36 mil cidadãos mexicanos, pedindo para que a lei não fosse votada pelos parlamentares, mas decidida através de um plebiscito. A proposta do plebiscito foi rejeitada por 44 votos contra 19.

O líder pró-vida mexicano Jorge Serrano, por outro lado, sempre foi contrário à realização do plebiscito porque a vida é um direito intrínseco de toda pessoa, a partir do momento da concepção, e isso não pode ser discutido ou votado.

De fato, é imoral plebiscitar questões como o aborto, porque o direito à vida é inerente ao homem e não pode depender da concessão de quem quer que seja.

De qualquer modo, talvez o resultado de um plebiscito não fosse diferente daquele obtido na Assembléia Legislativa, uma vez que o trabalho de convencimento de toda a sociedade a respeito das supostas vantagens do controle populacional já durava mais de cinquenta anos!

Segundo a Agência noticiosa Zenit, este foi o desabafo do arcebispo Ângelo Amato, Secretário da Congregação para a Doutrina da Fé: "Trata-se de um terrorismo quotidiano e repugnante, instrumentalizado pelos meios de comunicação de massa que manipulam artisticamente a linguagem tradicional para esconder a trágica realidade dos fatos, pelos Parlamentos das nações civilizadas em que são aprovadas leis contrárias ao ser humano; um terrorrismo que não é mais ação de indivíduos ou de grupos facilmente identificados, mas que procede de centrais ocultas, de laboratórios de opiniões falsas, de potências anônimas que martelam nossas mentes com mensagens falsas, transformando em ridículo e retrógrado o comportamento conforme o Evangelho".



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Ser contra o abortamento provocado de bebês no ventre materno é uma questão ética, já que todos os seres humanos, independentemente da sua idade, ou de qualquer outra condição, têm a mesma dignidade de pessoa humana. É também uma questão científica, visto que há décadas a Ciência afirma que a vida humana começa no momento da concepção, com a primeira célula, o zigoto. É, ainda, uma questão jurídica, uma vez que todo ser humano tem, como o primeiro dos direitos, o direito natural à vida, da concepção até a morte natural. Finalmente, é uma questão também religiosa porque cada um de nós tem, acima de tudo, a dignidade sobrenatural de filho ou filha de Deus.