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Movimento em Defesa da Vida da Arquidiocese do Rio de Janeiro
Notícias

Presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família convida Igreja para Celebração da Semana da Vida

De 01 a 07 de outubro celebra-se a Semana da Vida. Dia 08 é o Dia do Nascituro. A vida humana começa na fecundação, na concepção, no encontro do óvulo com o espermatozóide. O prodígio da vida é admirável, causa assombro, gratidão e reverência. Nosso corpo e nossa alma estão em potência nesta semente original. Uma vez concebido, o ser humano tem direito à vida, aos cuidados de todos. Este ser humano tem o direito de nascer.

Somos capazes de gestos tocantes e marcantes em relação à vida: os cuidados da gestação e do parto, a amamentação, o colo, pois “quem embala um bebê, embala o futuro do mundo”. Como são comoventes os gestos de doação de sangue, doação de órgãos e a doação de nós mesmos. Quem ama doa sua vida. Que falem os mártires, as gestantes, os profissionais da saúde. Como sofrem os casais estéreis e como é louvável a adoção de uma criança.

As salas de parto são santuários da vida e são benditas as mãos que ajudam uma criança nascer. Ser mãe, ser pai é uma experiência única e inaudita. As homenagens, as flores, as preces, as congratulações que recebem as parturientes são a expressão da alegria pela vida que nasce. O útero materno é um sacrário da vida.

As gestantes, as parturientes e os profissionais de saúde são anjos dos neo-natos, são artistas que ajudam a vida nova, frágil e indefesa crescer e se desenvolver. Cada gesto vale ouro: dar de mamar, acariciar, mudar as fraldas, discernir o choro, dar colo. Tudo isso é verdadeira catequese, tudo é manifestação do amor que diz: Você que nasceu é bem vindo, é recebido, é valorizado. Você e sua vida são uma bênção. Você nasceu para melhorar o mundo. A vida é um milagre, um dom, mais ainda, cada vida é original, única, especial.

Por causa da vida, lutamos pelo pão na mesa, pela defesa da ecologia, pela libertação das opressões, da fome, das injustiças, das desigualdades. Até os animais estão sendo protegidos. É nesta lógica do sim à vida inocente e frágil que se proclama a proteção da vida intra-uterina e a vida do idoso contra o aborto e a eutanásia, respectivamente. O mesmo desvelo é para com a gestante. A saúde pública nunca nos permite matar diretamente a vida indefesa e inocente. Precisamos, sim, de famílias bem constituídas, de educação para o amor e de maturidade afetiva e responsabilidade frente nossa afetividade e sexualidade. Enfim, o principio ético: “Não matarás” é um imperativo da ética em favor da vida e vontade do Criador.


Dom Orlando Brandes - Arcebispo de Londrina e Presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família



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Ser contra o abortamento provocado de bebês no ventre materno é uma questão ética, já que todos os seres humanos, independentemente da sua idade, ou de qualquer outra condição, têm a mesma dignidade de pessoa humana. É também uma questão científica, visto que há décadas a Ciência afirma que a vida humana começa no momento da concepção, com a primeira célula, o zigoto. É, ainda, uma questão jurídica, uma vez que todo ser humano tem, como o primeiro dos direitos, o direito natural à vida, da concepção até a morte natural. Finalmente, é uma questão também religiosa porque cada um de nós tem, acima de tudo, a dignidade sobrenatural de filho ou filha de Deus.