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Movimento em Defesa da Vida da Arquidiocese do Rio de Janeiro
Notícias

Marcha pela Vida nos Estados Unidos da América

No hemisfério norte, janeiro é um mês de muito frio. Mesmo assim, há mais de 30 anos, ininterruptamente, jovens, famílias inteiras, seminaristas, padres, bispos, pastores, judeus, e pessoas de boa vontade de todas as religiões ou mesmo que não professam qualquer credo reúnem-se na Capital, Washington, sempre em 22 de janeiro, durante toda a manhã, para protestar contra a matança legalizada de bebês ainda não nascidos naquele país. O ato acontece desde 1974, ano seguinte da legalização do abortamento provocado, pela Suprema Corte dos Estados Unidos.

Membros do Movimento em Defesa da Vida da Arquidiocese do Rio de Janeiro estivemos naquele país partipando dessa marcha em 1993, quando havia 20 anos que o aborto tinha sido legalizado. Na ocasião, dentre os tantos cartazes que celebravam a vida e outros que repudiavam a matança dos nascituros, um deles chamou a nossa atenção: Be a hero, save a whale. Save a baby, go to jail. Em português: “Seja um herói, salve uma baleia. Salve um bebê e vá para a cadeia.”

Parece inacreditável, mas a legalização do aborto é isso mesmo: além de permitir legalmente a matança intencional de bebês no ventre materno por qualquer motivo (na verdade não há qualquer razão que justifique essa prática, que é sempre criminosa), aqueles que se opõem a ela, como acontece com os pró-vidas norte-americanos que pacificamente bloqueiam as entradas das “clínicas” de aborto, são presos e mantidos em prisões comuns, onde chegam a permancer por semanas, meses, ou anos, como foi o caso da pró-vida Joan Andrews, que ficou presa na cidade de Pensacola, na Flórida, por dois anos. São dezenas as histórias de pessoas de boa vontade que ficaram detidas por meses, como os pró-vidas William Cotter, John MacCarthy Junior e “Father Rosario”, no estado de Massachusetts, na década de 90.

O Presidente do grupo Priests for Life, Padre Frank Pavone, testemunha que depois de participar da marcha de 1976, quando ainda era um seminarista, nunca mais parou de lutar contra o aborto.

Assim, unamo-nos aos nossos irmãos pró-vidas norte-americamos mais uma vez, na Marcha pela Vida de 2009 . Acima de tudo, unamo-nos mais aos bebês que encontram-se na iminência de serem abortados naquele país, no nosso próprio país, ou em qualquer outro lugar do mundo, e principalmente a Deus, Senhor de todas as coisas, a quem clama o sangue dos inocentes, incessantemente derramado pelos quatro cantos do mundo!

Perdoai-nos, Senhor, porque “tantos bebês estiveram em perigo de aborto e fizemos tão pouco para tentar salvar a sua vida”.  Dai-nos mais generosidade e mais coragem, e iluminai o coração daqueles que têm o poder de legislar, decidir e governar.



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Ser contra o abortamento provocado de bebês no ventre materno é uma questão ética, já que todos os seres humanos, independentemente da sua idade, ou de qualquer outra condição, têm a mesma dignidade de pessoa humana. É também uma questão científica, visto que há décadas a Ciência afirma que a vida humana começa no momento da concepção, com a primeira célula, o zigoto. É, ainda, uma questão jurídica, uma vez que todo ser humano tem, como o primeiro dos direitos, o direito natural à vida, da concepção até a morte natural. Finalmente, é uma questão também religiosa porque cada um de nós tem, acima de tudo, a dignidade sobrenatural de filho ou filha de Deus.