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Movimento em Defesa da Vida da Arquidiocese do Rio de Janeiro
Notícias

13/12/2005: Deputados e o Direito à vida

Cresce em todo o Brasil, a mobilização popular contra a aprovação do PL 1135/91, que está em tramitação na Comissão de Seguridade Social e Família, na Câmara dos Deputados, que visa a descriminalização do aborto no País, banindo esse crime hediondo do Código Penal. É um projeto que atenta gravemente contra a vida humana, pois prevê o aborto em todas as circunstâncias e fases da gestação, autorizando assim o crime contra o ser humano em sua fase mais indefesa. O direito à vida é o maior e o principal de todos os direitos, sem o qual não há como existir direito à liberdade, à justiça, à igualdade, etc. Aprovar o aborto significa uma inaceitável 'derrota da humanidade'.

Os deputados foram eleitos para representar o povo e votar não em interesse próprio, mas em prol do bem comum. Segundo pesquisa do Ibope, veiculada no programa Fantástico, da Rede Globo, em 6 de março deste ano, 97% da população brasileira é contra a prática do aborto. É imoral o parlamentar votar um projeto que a maioria esmagadora da população brasileira é contra. Então, o que está em jogo? Que interesses movem os senhores deputados a decidirem-se contra a vida?

Pois bem. Nas últimas semanas, caravanas de grupos vindos de vários estados brasileiros, membros da União Brasileira dos Movimentos em Defesa da Vida Humana, e também de Comissões Diocesanas em Defesa da Vida (especialmente as da Diocese de Guarulhos, São José dos Campos, Taubaté e Arquidiocese do Rio de Janeiro, entre outras), Associação Nacional Mulheres pela Vida, Federação Espírita do Brasil, Comunidades Evangélicas, Seicho-no-Ie, Institutos Científicos, Associações Profissionais de Médicos, Advogados e etc., estão mobilizando ativistas pró-vida para o corpo-a-corpo junto aos deputados, num esforço heróico para conseguir fazer com que haja a votação da matéria e que os deputados desistam de aprovar o PL 1135/91, como pediu o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Cardeal Dom Geraldo Majella Agnelo, que esteve pessoalmente no Congresso Nacional fazendo este apelo aos parlamentares.

Pressionados, os parlamentares buscam então estratégias e manobras para adiar a votação, como o que aconteceu no dia 7 de dezembro quando, por um voto, não foi possível votar o mérito deste vergonhoso e abominável projeto de lei, pois os deputados pró-vida tinham conseguido maioria naquele momento. Os que votaram pelo adiamento da votação mostraram claramente que não estão do lado da vida, e a população vai saber disso, porque estamos apresentando as listas dos nomes deles, em suas bases eleitorais, encaminhando para locais públicos, igrejas, supermercados, farmácias, Câmaras Municipais, escolas, Postos de Saúde, enfim, para que a população saiba quem é quem, e faça melhor discernimento na hora do voto. Pois bem: apresentamos então os nomes dos que votaram pelo adiamento da votação, posicionando-se contra a vida e em favor do aborto.

Que a população anote os seus nomes. Eis os nomes dos deputados anti-vida: Jandira Feghali (PC do B do Rio de Janeiro, relatora e apresentadora do PL Substitutivo), Roberto Gouveia (PT de São Paulo), Darcísio Perondi (PMDB do Rio Grande do Sul), Jorge Alberto (PMDB do Sergipe), Tete Bezerra (PMDB do Mato Grosso), Rafael Guerra (PSDB de Minas Gerais, autor do requerimento de adiamento da votação), Telma de Oliveira (PSDB do Mato Grosso), Benedito Dias (Presidente da Comissão de Seguridade Social e Família e que deu o voto de minerva para o adiamento), Francisco Gonçalves (PPS de Minas Gerais), e Thelma de Souza (PT de São Paulo). Além desses, há os que se ausentaram da votação, evitando assim o crivo do povo.

Estamos encaminhando à imprensa local de cada município das bases eleitorais dos deputados, para que o povo que assiste com angústia o desenrolar dessa votação tome conhecimento da maneira como o seu representante votou, especialmente os que votaram contra a vida, porque uma coisa é falar que é a favor da vida e contra o aborto, e outra é votar com coerência. A população saberá disso para fazer valer seu direito de escolha, no dia em que for chamada às urnas, distante por apenas dez meses, banindo assim, pelo voto, os que não são coerentes com o princípio constitucional mais importante: o direito à vida.

Que vença o povo! Que vença a nação! Que vençam os brasileiros por nascer!

Maria Dolly Guimarães é Presidente da Federação Paulista dos Movimentos em Defesa da Vida

Fonte: http://jornal.valeparaibano.com.br/pag02/artigao.html



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Ser contra o abortamento provocado de bebês no ventre materno é uma questão ética, já que todos os seres humanos, independentemente da sua idade, ou de qualquer outra condição, têm a mesma dignidade de pessoa humana. É também uma questão científica, visto que há décadas a Ciência afirma que a vida humana começa no momento da concepção, com a primeira célula, o zigoto. É, ainda, uma questão jurídica, uma vez que todo ser humano tem, como o primeiro dos direitos, o direito natural à vida, da concepção até a morte natural. Finalmente, é uma questão também religiosa porque cada um de nós tem, acima de tudo, a dignidade sobrenatural de filho ou filha de Deus.