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Movimento em Defesa da Vida da Arquidiocese do Rio de Janeiro
Notícias

Vaticano publica documento sobre a dignidade do embrião

Em 1987, a Igreja Católica havia publicado o documento “Donum Vitae”, sobre o dom da vida, que condenava qualquer atentado à integridade do embrião, já que o considerava um ser humano criado à imagem e semelhança de Deus, desde o momento da concepção. Agora, com o documento “Dignitas Personae”, que acaba de lançar, afirma que não basta reconhecermos o embrião como um ser humano; precisamos reconhecê-lo como pessoa integral. Nesse sentido, considera ilícitas a fecundação "in vitro", a clonagem, as pesquisas com células-tronco embrionárias, a pílula do dia seguinte, e também a terapia gênica. No caso desta última, chama a atenção para o perigo do desenvolvimento de uma mentalidade eugênica.

Assim como depois da “Donum Vitae", vários hospitais católicos em várias partes do mundo foram obrigados a interromper os serviços de reprodução assistida junto a casais estéreis, certamente a “Dignitas Personae” acarretará mudanças em países como os Estados Unidos e a França, por exemplo.

Nos Estados Unidos, o documento recém lançado certamente fortalecerá os bispos católicos diante do anúncio já feito pelo futuro presidente, Barack Obama, de questionar a decisão de George Bush de limitar as pesquisas com células-tronco embrionárias. O documento igualmente encorajará os bispos católicos franceses a defenderem de maneira radical o reconhecimento do embrião humano como pessoa nos debates sobre Bioética previstos para o próximo ano.

Na verdade, a instrução "dignitas personae" pede aos pesquisadores católicos que se "dissociem, no exercício de sua atividade de pesquisa, de um quadro legislativo gravemente injusto e afirmem com clareza o valor da vida humana".

Obscurantismo? Claro que não! Retrocesso é não reconhecer que os embriões humanos são tão sujeitos de direitos quanto qualquer um de nós. De fato, uma bela maneira de comemorarmos os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos!



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Ser contra o abortamento provocado de bebês no ventre materno é uma questão ética, já que todos os seres humanos, independentemente da sua idade, ou de qualquer outra condição, têm a mesma dignidade de pessoa humana. É também uma questão científica, visto que há décadas a Ciência afirma que a vida humana começa no momento da concepção, com a primeira célula, o zigoto. É, ainda, uma questão jurídica, uma vez que todo ser humano tem, como o primeiro dos direitos, o direito natural à vida, da concepção até a morte natural. Finalmente, é uma questão também religiosa porque cada um de nós tem, acima de tudo, a dignidade sobrenatural de filho ou filha de Deus.