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Movimento em Defesa da Vida da Arquidiocese do Rio de Janeiro
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Passeata em Brasília reúne cinco mil contra a legalização do aborto

Cerca de cinco mil pessoas, entre as quais mais de 20 deputados federais, participaram de uma caminhada contra a legalização do aborto em Brasília na Esplanada dos Ministérios, em 08/05/2007. A caminhada partiu da Catedral Metropolitana na direção da Praça dos Três Poderes. Católicos, evangélicos, espíritas, e parlamentares uniram-se em prol de uma causa comum: protestar contra as declarações recentes do Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, a favor da legalização do aborto. No início da passeata, houve um minuto de silêncio em respeito à morte do fundador do Partido de Reedificação da Ordem Nacional (PRONA), deputado federal Enéas Carneiro. "Ele era um dos parlamentares mais engajados na luta contra a legalização do aborto", comentou Dolly Guimarães, advogada e presidente da Federação Paulista dos Movimentos em Defesa da Vida.

Segundo Paulo Fernando Melo, membro da Associação Nacional Pró-vida e Pró-família, os manifestantes declararam-se contra a realização de um plebiscito porque "a vida é um bem inalienável, intrínseco de toda pessoa, e também do bebê no ventre materno, e não temos o direito de perguntar ou responder, ou decidir sobre o direito à vida de quem quer que seja".

Ao final do evento, os manifestantes entregaram um documento denominado Carta de Brasília contra a legalização do aborto e também um abaixo-assinado contendo mais de 600 mil assinaturas contra a legalização dessa prática ao vice-presidente da República, José de Alencar. Um dos tópicos destacados na Carta de Brasília é que segundo dados do próprio Ministério da Saúde, o número de mulheres que morrem em decorrência de causas obstétricas é inferior a 200, e conseqüentemente os números associados à "morte de mulheres em decorrência do aborto" divulgados pelos defensores da legalização do abortamento provocado seriam fraudulentos.

A Presidente da Associação Nacional Mulheres pela Vida, Doris Hipólito Pires, revelou que os manifestantes pediram ao vice-presidente que "a Portaria 1.508/05, que autoriza mulheres vítimas de estupro a interromper a gravidez mesmo sem apresentar boletim de ocorrência policial, fosse revista pelo governo, e pediram também que o governo providenciasse uma investigação a respeito de interesses de grupos internacionais que patrocinam campanhas pela legalização do aborto no Brasil e sobre o montante dos recursos que eles enviam ao nosso país com essa finalidade".

A Presidente da Federação Paulista dos Movimentos em Defesa da Vida disse ainda que "a ONU vem alegando que o abortamento provocado é um direito humano da mulher, mas parece ter-se esquecido de que o ser humano que está dentro do útero materno também tem direitos, sendo o primeiro e mais importante deles o direito à vida".



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Ser contra o abortamento provocado de bebês no ventre materno é uma questão ética, já que todos os seres humanos, independentemente da sua idade, ou de qualquer outra condição, têm a mesma dignidade de pessoa humana. É também uma questão científica, visto que há décadas a Ciência afirma que a vida humana começa no momento da concepção, com a primeira célula, o zigoto. É, ainda, uma questão jurídica, uma vez que todo ser humano tem, como o primeiro dos direitos, o direito natural à vida, da concepção até a morte natural. Finalmente, é uma questão também religiosa porque cada um de nós tem, acima de tudo, a dignidade sobrenatural de filho ou filha de Deus.