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Movimento em Defesa da Vida da Arquidiocese do Rio de Janeiro
Notícias

Igreja Católica faz Campanha e pede voto para candidatos contrários ao aborto

A Arquidiocese do Rio mandou distribuir entre suas mais de 200 paróquias 750 cartazes coloridos em tamanho A3 que pedem aos fiéis que não votem em candidatos favoráveis à descriminalização do aborto. A ação, que se soma à publicação de um folheto com "os pré-requisitos de um bom candidato", faz parte de uma campanha nacional que quer um "parlamento em defesa da vida".

"Recentemente, houve várias tentativas de descriminalização do aborto no Congresso. Muitos projetos já foram longe na Comissão de Seguridade Social e Família. Um deles ficou por um voto para ir a plenário", disse à Folha o bispo auxiliar dom Dimas Lara Barbosa.

No cartaz, vê-se a foto de um feto na barriga da mãe e as frases: "Por um Parlamento em defesa da vida. Vote em quem é contra a legalização do aborto. A vida depende do seu voto".

Segundo o bispo, vários políticos apóiam o aborto, mas alguns, como a candidata ao senado pelo Rio Jandira Feghali (PC do B), se destacam.

"Ela é a principal mediadora do movimento do aborto, mas no PT e no PV também há ações no mesmo sentido. Só o Prona é claramente contra."

A partir do dia 15, no site www.brasilsemaborto.com.br serão listados os candidatos que aderiram ao movimento.

A ONG Cidadãos pela Vida colabora na listagem dos candidatos contrários ao aborto.

"Segundo o diretor do comitê da campanha no Rio, Rodrigo Martins, "90% da população é contra o aborto, mas mais de 50% dos parlamentares são a favor, sobretudo Feghali".

À Folha Feghali disse ser injusta a acusação e informou que luta pelo debate.

"A convicção de cada um não deve interferir na lei, que precisa ampliar os direitos", disse ela.

Cristina Tardáguila

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0809200611.htm



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Ser contra o abortamento provocado de bebês no ventre materno é uma questão ética, já que todos os seres humanos, independentemente da sua idade, ou de qualquer outra condição, têm a mesma dignidade de pessoa humana. É também uma questão científica, visto que há décadas a Ciência afirma que a vida humana começa no momento da concepção, com a primeira célula, o zigoto. É, ainda, uma questão jurídica, uma vez que todo ser humano tem, como o primeiro dos direitos, o direito natural à vida, da concepção até a morte natural. Finalmente, é uma questão também religiosa porque cada um de nós tem, acima de tudo, a dignidade sobrenatural de filho ou filha de Deus.