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Movimento em Defesa da Vida da Arquidiocese do Rio de Janeiro
Notícias

Bento XVI: Defender a vida é um ato de amor
Ele fala no Dia Pró-vida na Itália


Bento XVI diz que defender a a vida desde o início até o fim é um autêntico ato de amor por todas as pessoas.

O Papa disse esta frase hoje, depois de rezar o Ângelus juntamente com todos os que estavam na Praça de São Pedro, incluindo um grupo de representantes do Movimento Pró-Vida da Itália. Hoje, a Igreja na Itália e em outros países comemora o Dia Pró-Vida.

"É essencial promover-se uma atitude adequada com relação ao outro," disse o Santo Padre, referindo-se à mensagem central da sua primeira encíclica "Deus Caritas Est" (Deus é Amor).

Para o Bispo de Roma, "a cultura da vida baseia-se, de fato, em dar atenção aos outros, sem exclusões ou discriminações".

"'Toda vida humana, como tal, merece e pede para ser defendida e promovida sempre," disse ele.

Bento XVI continuou: "Esta verdade corre o risco de ser frequentemente confrontada em virtude de um hedonismo muito presente na sociedade: A vida é exaltada apenas enquanto ela pode ser vivida com prazer, por isso há uma tendência de pararmos de respeitá-la quando uma pessoa fica doente ou experimenta algum tipo de deficiência".

Começando com "um amor profundo por cada pessoa," acrescentou ele, "é possível aplicar-se formas efetivas de serviço à vida, junto à vida nascente bem como junto àquela marcada pela marginalização ou sofrimento, especialmente em fase terminal".

O Santo Padre recordou uma das contribuições do pontificado do Papa João Paulo II, especialmente a encíclica "Evangelium Vitae", que foi um arcabouço de "aspectos morais num amplo contexto cultural e espiritual", confirmando que "a vida humana é um valor primário que deve ser reconhecido, e que a Palavra de Deus pede que seja respeitado sempre."

Bento XVI confiou à Virgem Maria "as gestantes, as famílias, os profissionais da área da saúde, e os voluntários comprometidos de diferentes maneiras com o serviço da vida. Rezamos, especialmente, pela pessoas que estão em situação de grande dificuldade."

Esta manhã, Bento XVI também falou sobre o tema da defesa da vida durante sua visita pastoral à paróquia de Santa Ana.

O Santo Padre disse que nos tempos modernos "duas mentalidades estão irremediavelmente opostas."

O Papa continuou: "Simplificando: Uma das duas mentalidades considera que a vida humana está nas mãos dos homens, e a outra reconhece que está nas mãos de Deus".

"A cultura moderna tem legitimamente sublinhado a autonomia do homem e as suas preocupações temporais, desenvolvendo, assim, uma perspectiva apreciada pelo Cristianismo, aquela da Encarnação de Deus."

Ele acrescentou: "Mas, conforme claramente afirma o Concílio Vaticano Segundo, se a independência das coisas temporais nos leva a pensar que as coisas criadas não dependem de Deus, e que o homem pode usá-las sem referir-se ao Criador, qualquer um que conhece Deus verá como tal significado é falso".

"Porque sem o Criador, toda criatura desaparece".

Fonte: ZENIT, 05/02/2006



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Ser contra o abortamento provocado de bebês no ventre materno é uma questão ética, já que todos os seres humanos, independentemente da sua idade, ou de qualquer outra condição, têm a mesma dignidade de pessoa humana. É também uma questão científica, visto que há décadas a Ciência afirma que a vida humana começa no momento da concepção, com a primeira célula, o zigoto. É, ainda, uma questão jurídica, uma vez que todo ser humano tem, como o primeiro dos direitos, o direito natural à vida, da concepção até a morte natural. Finalmente, é uma questão também religiosa porque cada um de nós tem, acima de tudo, a dignidade sobrenatural de filho ou filha de Deus.