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Movimento em Defesa da Vida da Arquidiocese do Rio de Janeiro
Entenda melhor - Aborto


Perguntas e respostas


1- Um bebê física ou mentalmente deficiente pode ser eliminado antes de nascer?
Claro que não! Seria o mesmo que autorizar a eliminação de todos os deficientes físicos e mentais que estão nas ruas. Se não podemos matá-los depois de nascerem, por que, então, poderíamos matá-los antes do nascimento? Além disso, não somos nazistas em busca de uma raça supostamente perfeita. Quem somos nós para julgar e condenar à morte aqueles que Deus criou para receber o nosso amor?

2- E em caso de rubéola?
A rubéola não deixa seqüelas tão facilmente quanto se imagina. E mesmo que isso aconteça, o bebê é um ser humano. E como todo ser humano tem o direito de nascer e viver, mesmo que haja algum “defeito”.
Não podemos matar nem maltratar os deficientes. Ao contrário, devemos respeitá-los, amá-los e protegê-los.

3- E na gravidez de alto-risco, qual vida seria mais importante, a da mãe ou a do filho?
A medicina hoje dispõe de recursos para salvar tanto a vida da mãe quanto a do bebê. O médico jamais deve praticar ou recomendar um aborto, pois tanto a mãe quanto o bebê têm direito à vida, e esse direito não está submetido à decisão de um médico ou de qualquer outra instância humana. Só Deus é o Senhor da vida e da morte.

4- E no caso de estupro?
O estupro é uma violência intolerável, que deve ser prevenida e combatida por todos os meios. Contudo, é bom lembrar que geralmente a mulher tem poucos dias férteis por mês. Se o estupro não ocorre neste prazo, não ocorre gravidez. Quando o estupro ocorre nos dias férteis, também não é certo que a mulher engravide. Acontecendo, entretanto, a gravidez por que punir o bebê com uma sentença de morte por um crime alheio?
Quanto à mulher, o aborto não “apaga” o estupro. Pelo contrário acrescenta a violência do estupro. Uma segunda violência, a do aborto, que é ainda mais grave. Por que penalizar duplamente a mulher? Além disso, um erro não justifica outro. O que a mulher estuprada precisa é de boa assistência psicológica e de muita compreensão durante a gravidez, e após o nascimento do bebê. Em último caso, ela poderia doar seu bebê para adoção, mediante processo no Juizado de Menores. Ademais, é dever do Estado tutelar os órfãos.

5- É melhor matar o bebê hoje do que vê-lo passar fome no futuro?
Claro que não! Jamais devemos matar um ser humano inocente. Nem temos que deixá-lo passar fome. Como cristãos, somos obrigados a fazer de tudo para suprir suas necessidades. A fome não é inexorável. Ela sé acontece com tanta freqüência, porque os homens não cumprem seus deveres. Ma isto não é razão para tirar a vida, sobretudo do próximo inocente. Devemos nos esforçar para eliminar causas da miséria, e não para matar os filhos dos miseráveis.

6- A mulher tem direito de abortar porque tem direito ao próprio corpo?
O bebê é outro ser humano, e não uma parte do corpo da mãe. É uma presunção alguém achar que é dono da vida de outra pessoa e que tem direito de matá-la. O direito ao próprio corpo tem limites.

7- O aborto deixa conseqüências?
Além da morte do bebê, o aborto deixa como seríssima conseqüência para todos os que praticam ou para ele colaboram, a separação de Deus. O aborto é um pecado mortal. E quando, praticado com plena consciência de sua punição espiritual acarreta automaticamente a privação dos sacramentos e de outros benefícios religiosos, ou seja, acarreta a excomunhão. Além disso, muitas mulheres sofrem graves conseqüências físicas e psicológicas, que se manifestam próxima ou tardiamente.

Conseqüências físicas: perfuração do útero; hemorragia, perda de órgãos reprodutores; choque anafilático; mais possibilidade de esterilidade, de abortos espontâneos, de gravidez nas trompas, e de nascimento de prematuro. Muitas vezes, também pode causar a morte da mulher, mesmo quando praticado por “bons” médicos, em “bons” hospitais.

Conseqüências psicológicas: culpa, sensação de perda, tristeza profunda, diminuição da auto-estima, associação do bebê abortado com outras crianças, distorção do instinto maternal, sentimento de desumanização.

8 - A legalização tornaria o aborto mais seguro para a mulher?
Nenhum aborto é seguro. O aborto é sempre prejudicial à mulher. Se o aborto nem sempre deixa conseqüências físicas, ele sempre deixa seqüelas psicológicas complexas que podem afetar também as pessoas ligadas à mãe e ao pai do bebê abortado. Além disso, legalizar o assassinato pré-natal é admitir a pior de todas as injustiças sociais e o total desrespeito a um direito fundamental do ser humano: o direito de nascer e viver.

9- A legalização do aborto tornaria o aborto moralmente lícito?
Obviamente não. Há dois tipos de leis: as justas e as injustas. A lei justa está de acordo com a lei natural, ou seja, com a lei de Deus; ela eleva a personalidade humana. A lei injusta está em desarmonia com a lei natural; ela degrada a personalidade humana. Temos a responsabilidade legal e moral de obedecer às leis justas. Do mesmo modo, temos a responsabilidade moral de desobedecer às leis injustas. Uma lei injusta não é verdadeiramente uma lei.

10- Em vez de combater o aborto, não seria melhor cuidar dos menores abandonados e lutar contra a miséria?
Quem favorece a destruição sistemática dos pequeninos inocentes não-nascidos (aborto), que é a maior miséria de uma sociedade, está praticando a pior espécie de abandono de menores, e contribuindo para aumentar ainda mais a injustiça social. A alternativa expressa pelo “em vez de” na pergunta é uma colocação enganosa. Todas as pessoas que verdadeiramente se dedicam aos menores e participam da luta contra a pobreza podem compreender facilmente que miséria terrível é o aborto, para a criança, para a mulher, para a família, e para a sociedade

11- A contracepção e a esterilização evitam o aborto?
Só na aparência. Os chamados “anticoncepcionais”, na verdade, atuam também como abortivos. Os D. I. U.s eliminam óvulos fecundados (e são cancerígenos). As pílulas podem entrar em ação antes ou depois da fecundação do óvulo, provocando, neste caso, um aborto. Somente a regulação da fecundidade, mediante os métodos naturais, evita o aborto sem prejuízos pra a integridade física e psíquica do casal. A esterilizaÇão não é uma resposta legítima, pois consiste na mutilação do aparelho genital feminino e masculino. Além disso, é a total rejeição de uma vontade e de um dom de Deus: a procriação. A anticoncepção desencadeou uma mentalidade anti-vida: promiscuidade, divórcio, esterilização, aborto, e a desestruturação da família. Provocou enfim, uma falsa liberdade sexual, cujo último fruto é a AIDS.

12- Quais são os métodos de regulação natural da fertilidade, ou seja, de planejamento familiar natural?
Quando existem motivos graves, de ordem médica, psicológica, econômica ou social justificáveis para evitar ou espaçar o nascimento de filhos, marido e mulher devem ter relações sexuais apenas nos períodos infecundos da mulher. O casal deve estar sempre aberto à possibilidade de procriação, respeitando a própria natureza e, com ela, o ato criador de Deus.

Método Billings: Através desde método, o casal pode aprender a identificar o período fértil e o período infértil da mulher, observando diariamente o muco vaginal. Dos três métodos, é o mais fácil de fazer, e tem uma eficácia de cerca de 97%.

Método da Saliva: O casal aprende a observar a cristalização da saliva da mulher, através de uma pequena lente de microscópio, e a descobrir se a mulher está ou não no seu período fértil. Esse método também é conhecido como PG 53.

Método da Temperatura: Pela verificação da temperatura da mulher, anotada diariamente, descobre-se o período pós-ovulatório (infértil) pela elevação da temperatura corporal.

Esses três métodos devem ser associados. Um bom ginecologista têm a obrigação de conhecer e de recomendar esses métodos, pois eles são saudáveis para a mulher e, se usados conjunta adequadamente atingem uma eficácia de cerca de 100%, além disso, chamam a atenção da mulher para o fenômeno da ovulação mensal, extremamente importante para a saúde do aparelho genital feminino.

13- O número excessivo de nascimentos prejudica o equilíbrio ecológico e o meio-ambiente?
Não é a fecundidade humana que torna o mundo pequeno, e sim as injustiças e a ambição desenfreada. A natureza se auto-regula, desde que não interfira indevidamente em seu equilíbrio. A mais violenta intervenção no delicado ciclo da vida é a supressão de um ser humano em botão. O aborto, a eutanásia, e o genocídio instalam o princípio do desrespeito, que é a quintessência da mentalidade anti-ecológica. Invocar a ecologia para justificar estes crimes é uma das tantas desculpas que a humanidade procura pra ocultar a principal causa da destruição da vida no planeta: a falta de amor a Deus e às Suas criaturas.

14- O que é mais importante: defender a vida humana ou a dos animais?
Se os embriões humanos recebessem da sociedade a atenção dispensada a certas espécies em extinção, o problema do aborto praticamente não existiria. O tratamento privilegiado dos animais e o desprezo pelos embriões humanos é um dos desequilíbrios profundos do homem moderno.

15- A mãe solteira deve fazer o aborto por vergonha da sociedade?
Vergonha é cometer um assassinato diante de Deus. É a Deus que devemos prestar contas.

16- O que fazer no caso de adultério?
O adultério é um erro grave, que deve ser evitado a qualquer custo. Mas o aborto é um erro muito mais grave do que a traição. O aborto é um assassinato.

17- Uma pessoa que não tem religião pode fazer um aborto?
Claro que não! Não ter religião ou até ser ateu não dá a ninguém o direito de matar outro ser da sua própria espécie. Onde estão os direitos humanos?

18- Pode se admitir ao aborto em qualquer caso?
Não! O aborto provocado é sempre um assassinato. Em alguns países a lei começou por admitir o aborto em alguns casos, e hoje aprova o aborto inclusive após meses de gestação. Este total desrespeito pelo ser humano reflete-se também na prática crescente da eutanásia e na reivindicação do “direito ao suicídio”. Aonde isso vai parar? Estamos na “civilização da morte”?

19- A mulher pode fazer aborto por recomendação médica?
Não! Além de matar, o bebê, cuja vida é tão importante quanto a de sua mãe, o aborto é sempre prejudicial à mulher, principalmente psicologicamente. Um médico capaz e digno jamais realiza ou recomenda um aborto, pois todo profissional merecedor desse nome tem a obrigação de proteger a vida de todo ser humano partir do momento da concepção até a morte.

20- Devemos nos “meter” na vida das pessoas para tentar salvar um bebê do aborto?
É claro que sim. Se possível, com discrição. “Resgatai aqueles que são injustamente levados à morte”. (Prov. 24, 11)

21- Existe algum caso em que o aborto é legalmente permitido no Brasil?
Não. O artigo 128 do Código Penal trata de duas hipóteses em que "não se pune" o aborto se não há outro meio para salvar a vida da gestante ou se a gravidez resulta de estupro. Em ambos os casos, o aborto continua sendo crime. Vejamos que o Código não diz "não constitui crime", mas "não se pune". Nesse sentido, o médico que praticar aborto em tais hipóteses comete crime. Na verdade, são vários os casos em que um crime, sem deixar de ser crime, fica isento de pena. Por exemplo: O pai que dispara acidentalmente uma arma contra o filho, causando-lhe a morte, comete homicídio culposo; contudo, em virtude do perdão judicial (art. 121, § 5° do Código Penal), o juiz poderá deixar de aplicar a pena a esse pai infeliz, que já sofre tanto pela morte do filho. Outro exemplo: A pessoa que ajuda um criminoso a fugir da polícia comete crime de favorecimento pessoal (art. 348, CP); no entanto, se quem presta auxílio é ascendente, descendente, cônjuge ou irmão do criminoso, ele ou ela fica isento de pena (art. 348, §2°, CP), isto é, não sofre punição, mas aquilo que de fato é crime não deixa de ser crime. Portanto, jamais o Código Penal pode dar permissão prévia para que se pratique qualquer aborto. Ou seja, de acordo com o Código Penal, não há qualquer caso em que o aborto seja considerado um direito no Brasil. Ademais, a Constituição Federal assegura, em seu artigo 5°, caput, a inviolabilidade do direito à vida.



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Ser contra o abortamento provocado de bebês no ventre materno é uma questão ética, já que todos os seres humanos, independentemente da sua idade, ou de qualquer outra condição, têm a mesma dignidade de pessoa humana. É também uma questão científica, visto que há décadas a Ciência afirma que a vida humana começa no momento da concepção, com a primeira célula, o zigoto. É, ainda, uma questão jurídica, uma vez que todo ser humano tem, como o primeiro dos direitos, o direito natural à vida, da concepção até a morte natural. Finalmente, é uma questão também religiosa porque cada um de nós tem, acima de tudo, a dignidade sobrenatural de filho ou filha de Deus.