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Movimento em Defesa da Vida da Arquidiocese do Rio de Janeiro
Documentos - Família


A MULHER, SAL DA TERRA E LUZ DO MUNDO
VII Assembléia Geral da Associação Nacional Mulheres pela Vida
05/09/2004
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz


Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que o salgaremos? Para nada mais serve, senão para ser lançado fora e pisado pelos homens.
Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte. Nem se acende uma lâmpada e se coloca debaixo do alqueire, mas no candelabro, e assim ela brilha para todos os que estão na casa.
Brilhe do mesmo modo a vossa luz diante dos homens, para que vendo as vossas boas obras, eles glorifiquem o vosso Pai que está nos céus
” (Mt 5,13-16).

Essa passagem serve para todos. De modo particular, gostaria hoje de aplicá-la às mulheres. Foi dada a elas a missão de dar sabor ao mundo e de conservá-lo (com o sal) e também de iluminá-lo (como a luz).


A mulher enquanto sal

Faz parte da mulher a afinidade por flores, perfumes, enfeites. Ela é capaz de embelezar um ambiente que, se fosse apenas masculino, seria exclusivamente técnico e funcional. A delicadeza feminina compensa a dureza masculina e dá um sabor especial à casa.

Como a mulher dirige-se facilmente ao concreto, ao singular, é capaz de fascinar-se por um animalzinho que talvez, para o homem, fosse pouco mais do que objeto de estudo de biologia.

Ao se entrar em uma casa, ou em qualquer ambiente, é fácil perceber, pela disposição das coisas, se há ou não mulheres, mesmo antes de ver qualquer pessoa. E, havendo na casa uma mulher, a feição da casa corresponderá à da mulher que ela ocupa.

A este “sabor” que é próprio das mulheres costuma-se chamar “toque feminino”.

O sal, porém, não apenas salga, mas conserva os alimentos, impedindo sua corrupção. A delicadeza de que naturalmente é dotada, faz com que a mulher seja mais distante da corrupção que os homens. Via de regra, os vícios chegam primeiro aos homens. São eles que fumam, que se embriagam, que falam palavrões. Quanto tais vícios chegam às mulheres, a sociedade está em perigo de desabamento iminente.

Até bem pouco tempo, era comum que os homens interrompessem suas conversas indecentes em respeito a uma moça que deles se aproximasse. A presença da mulher impunha-lhes um dever de, pelo menos, não externar seus vícios.

De fato, certas coisas que no homem são feias, na mulher são horríveis. É feio ver um homem alcoolizado. Mas é muito pior ver uma mulher em tal estado. É chocante ver que um homem abandonou seus filhos. Mas choca ainda mais ver que o mesmo crime foi cometido por uma mulher. A fumaça do cigarro é sempre repugnante. Mas quando quem fuma é a mulher, parece que sua própria alma está-se contaminando. Sem dúvida um pai que chega ao cúmulo de matar seu filho é um monstro. Mas não há palavras para descrever tal monstruosidade quando ela é praticada por uma mulher.

Por quê?

Porque ela tem uma vocação toda especial para proteger e defender a vida, que nela é gerada. Diz o Santo Padre:

“O ser genitores - ainda que seja comum aos dois - realiza-se muito mais na mulher, especialmente no período pré-natal. É sobre a mulher que recai diretamente o «peso» deste comum gerar, que absorve literalmente as energias do seu corpo e da sua alma. É preciso, portanto, que o homem seja plenamente consciente de que contrai, neste seu comum ser genitores, um débito especial para com a mulher.” (Mulieris Dignitatem, 15/08/1988, n.º 18)

“Considera-se comumente que a mulher, mais do que o homem, seja capaz de atenção à pessoa concreta, e que a maternidade desenvolva ainda mais esta disposição. O homem - mesmo com toda a sua participação no ser pai - encontra-se sempre «fora» do processo da gestação e do nascimento da criança e deve, sob tantos aspectos, aprender da mãe a sua própria «paternidade»” (Mulieris Dignitatem, 15/08/1988, n.º 18).

Desde criança, a mulher brinca de “mãe” e de “boneca”. Repreende com razão o seu irmão, que é estúpido e maltrata os passarinhos.

Entre os animais, freqüentemente o macho, após o acasalamento, abandona os filhotes. A fêmea, porém, cuida deles com um instinto feroz. É capaz de arriscar a vida, enfrentando qualquer predador para defender sua ninhada.

Por abrigar durante nove meses a criança dentro de si, a mãe e o filho formam como que uma só coisa, algo que os biólogos chamam simbiose. Continuam sendo dois, mas intimamente unidos. E depois do nascimento, será ainda a mãe que vai dispor de seu corpo para produzir o leite que seu filho vai sugar, até que possa tomar alimento sólido.

A comunicação mãe-filho é algo divino. A criança sente as emoções da mãe, dorme quando ela dorme, assusta-se quando ela se assusta, ouve os sons que ela emite e acalma-se quando ela entoa alguma cantiga de ninar.

Depois de nascida a criança, a mulher tem naturalmente muito mais jeito para segurá-la entre os braços. A camada de gordura que reveste a pele da mulher torna-a mais apta a aconchegar o neném do que o homem.

É óbvio - e não deveria ser preciso reafirmar o óbvio - que a missão de gerar e defender a vida foi confiada de modo particular à mulher. Se, para qualquer ser humano, a visão de crianças esquartejadas e lançadas ao lixo é repugnante, muito mais o é para a mulher, que se desmancha de carinho por um bebê que chora. Não foi a filha do Faraó quem resolveu adotar Moisés quando o viu chorando num cesto que boiava sobre o rio Nilo (Ex 2,6)?

Pode, acaso, uma mãe esquecer o próprio filhinho, não se enternecer pelo fruto das suas entranhas? Pois bem; ainda que tais mulheres dele se esqueçam, eu, porém, não me esquecerei de ti» (Is 49,14-15).

No momento de dificuldade, não é o nome da mãe que a criança pronuncia instintivamente? Não é dela que a criança aprendeu a receber socorro imediato, ao contrário do pai, que se ausenta para o trabalho e nem sempre está disponível?

Diz um ditado latino que “a corrupção do ótimo é péssima” (corruptio optimi pessima est). A mulher, chamada por Deus a ser a defensora número um da vida, quando se corrompe, torna-se pior do que o pior dos homens. É horrível o estrago que causa uma mulher quando, abandonando sua própria feminilidade, dedica a própria vida a causas abomináveis como o aborto, o lesbianismo e a prostituição.

Ela, que deveria ser sal que conserva, quando se corrompe torna-se não apenas corrompida, mas corruptora. E não há freios para sua ação corrosiva. Tudo o que é vida ou que tem relação com a vida (como o matrimônio, a família, a castidade) torna-se alvo de sua fúria.


A mulher enquanto luz

Um sinal grandioso apareceu no céu: uma Mulher vestida com o sol, tendo a lua sob os pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas” (Ap 12,1).

Como o sol levantando-se sobre as montanhas do Senhor, assim é o encanto da mulher na sua casa bem arrumada” (Eclo 26,16).

A luz estimula o mais agudo dos sentidos: a visão. Cabe de modo particular à mãe o dever de educar o filho, de fazer seu espírito ver o que é inacessível aos olhos. Normalmente é a mãe que nos dá as primeiras lições sobre Deus, que nos fala do Céu, que nos ensina a orar ao anjo da guarda.

Quando, porém, a mulher, chamada a ser luz, torna-se trevas, escurece tudo o que está à sua volta. O escurecimento da mulher é o escurecimento da própria humanidade.


O feminismo, caricatura da feminilidade

Assim como é próprio do homem ser masculino, é próprio da mulher ser feminina. E como o machismo é uma degeneração da masculinidade, assim o feminismo é uma degeneração da feminilidade.

Mas como a mulher, ao se degenerar, degrada-se mais do que o homem, o feminismo tem frutos bem mais venenosos do que os do machismo.

O erro fundamental do feminismo, tal como se apresenta hoje, é o de rejeitar todas as diferenças naturais entre os sexos e de conceber o homem como um adversário a ser vencido, não como um companheiro a ser auxiliado. As diferenças naturais são negadas e força-se a um nivelamento artificial.

“Neste nivelamento, a diferença corpórea, chamada sexo, é minimizada, ao passo que a dimensão estritamente cultural, chamada gênero, é sublinhada ao máximo e considerada primária. O obscurecimento da diferença ou dualidade dos sexos é grávido de enormes consequências em diversos níveis. Uma tal antropologia, que entendia favorecer perspectivas igualitárias para a mulher, libertando-a de todo o determinismo biológico, acabou de fato por inspirar ideologias que promovem, por exemplo, o questionamento da família, por sua índole natural biparental, ou seja, composta de pai e de mãe, a equiparação da homossexualidade à heterossexualidade, um novo modelo de sexualidade polimórfica”1.

As feministas parecem inconformadas com o próprio sexo. Infelizes por serem mulheres, desejariam ardentemente ser homens. O feminismo apresenta-se como uma tentativa de masculinização da mulher.

Embora as feministas não o declarem claramente, suas idéias podem ser resumidas no seguinte catecismo, em forma de perguntas e respostas:


Catecismo feminista

1. O que é mulher?
Mulher é o ser humano que, por infortúnio, pertence ao sexo feminino.

2. Que é o feminismo?
Um movimento que visa libertar a mulher, tornando-a igual ao homem.

3. Quais são as principais bandeiras do feminismo?
O emprego fora do lar, a anticoncepção, o lesbianismo e o aborto.

4. A mulher não pode realizar-se como dona de casa?
Nunca. Dona de casa, rainha do lar são títulos usados para esconder a escravidão da mulher ao marido e aos filhos. A única realização possível é fora do lar, em competição com o homem.

5. Por que o feminismo prega o direito à anticoncepção?
Porque os anticoncepcionais tornam a mulher semelhante ao homem. Ele não concebe, não sofre os incômodos da gravidez nem as dores do parto. Ao usar algum método anticoncepcional, a mulher torna-se mais masculina2.

6. Por que o feminismo prega o direito ao lesbianismo?
Porque as lésbicas praticam aquilo que em geral só é concedido aos homens praticar: a conjunção carnal com mulheres.

7. Por que o feminismo prega o direito ao aborto?
Porque o aborto torna a nós mulheres, não apenas iguais aos homens, mas superiores a eles.

8. Como assim?
A mulher que aborta faz algo que muitos homens não têm coragem de fazer. A sociedade costuma ver a mulher como cheia de ternura, delicada com as crianças, capaz até de dar a vida por elas. Ao abortar, a mulher quebra esse preconceito. Prova que o instinto materno é um mito, e que ela é capaz de ser mais dura que os homens. Com o direito ao aborto, o feminismo atinge o seu auge.


Ser mãe é tudo

Para as feministas, a redução da mulher à figura de mãe é algo inadmissível. O Comitê da Convenção para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (CEDAW) manifestou-se contrário ao Dia das Mães, reintroduzido pela Bielo-Rússia (Belarus):

361. Preocupa o Comitê a contínua prevalência dos estereótipos do papel de cada sexo e a reintrodução de símbolos como o “Dia das Mães” e o “Prêmio das Mães”, que é visto como um encorajamento aos papéis tradicionais das mulheres. Preocupa também se a introdução da educação dos direitos humanos e de gênero, em oposição a tal estereotipação, está sendo efetivamente implementada. (Fonte: Concluding Observations of the Committee on the Elimination of Discrimination Against Women: Belarus. 31/01/2000)

Em defesa do que disse o Comitê, a feminista Sílvia Pimentel3 assim se manifestou no Senado Federal, em 21 de maio de 2002:

No que diz respeito à maternidade, a Convenção e o Comitê exigem dos Estados o oferecimento de condições mais amplas para protegê-la. Esse fato, contudo, não pode ser entendido como uma restrição da mulher à sua dimensão de mãe. A maternidade deve ser uma escolha e não um destino compulsório de todas as mulheres. É isso que nós, mulheres, do Movimento de Mulheres, entendemos4.

No dia 22 de outubro de 2002, o presidente Fernando Henrique Cardoso lançou, em cerimônia no Palácio do Planalto, o Relatório Nacional Brasileiro Relativo aos anos de 1985, 1989, 1993, 1997 e 2001, nos termos do artigo 18 da Convenção sobre a Eliminação de todas as formas de Discriminação contra a Mulher5. O documento foi coordenado por duas feministas: Sílvia Pimentel e Flávia Piovesan, e contou com o consórcio de várias organizações abortistas: ADVOCACI; AGENDE; CEPIA; CFÊMEA; CLADEM; GELEDES; NEV; THEMIS.

O relatório constata com apreensão, que há
indícios de uma revitalização de ideologias maternalistas - que reduzem a mulher à sua dimensão de mãe - em documentos recentes elaborados e divulgados pelo MEC e Ministério da Assistência e Previdência Social” (p. 176. Grifo nosso).

Ora, ao contrário do que dizem as feministas, para a mulher ser mãe é tudo. Ser mãe não rebaixa nem restringe a mulher. Leva-a à plenitude. A palavra “mãe” resume, em três letras, tudo o que a mulher por natureza é chamada a ser6.

Para a mulher, ser mãe é mais do que uma vocação: é salvação. “Ela será salva pela sua maternidade, uma vez que permaneça na fé, na caridade e na santidade” (1Tm 2,15).

A mãe resume tudo na mulher. Uma mulher que rejeite ser mãe é frustrada. Não há exceção a essa regra. As religiosas consagradas a Deus pelo voto de virgindade não deixam de ser mães. Apenas transformam a maternidade em algo espiritual e sobrenatural.

Também para o homem ser pai é tudo. Tudo mesmo! Ao ser pai, ele se assemelha a Deus, que se relevou a nós como Pai. Também os sacerdotes, que não são pais segundo a carne, são chamados pelo celibato a uma incomparável fecundidade espiritual. Por isso, são chamados “padres” ( = pais).

Nenhum de nós tem o direito de permanecer infecundo. Mas, como já falei, a guarda e a proteção da vida foi confiada de modo especial à mulher. Ela de modo nenhum pode cansar-se de ser mãe ou, pior ainda, envergonhar-se dessa qualidade.

“Entre os valores fundamentais relacionados com a vida concreta da mulher, existe o que se chama a sua «capacidade para o outro». Não obstante o fato de um certo discurso feminista reivindicar as exigências «para ela mesma», a mulher conserva a intuição profunda de que o melhor da sua vida é feito de atividades orientadas para o despertar do outro, para o seu crescimento, a sua proteção.

Uma tal intuição é ligada à sua capacidade física de dar a vida. Vivida ou potencial, essa capacidade é uma realidade que estrutura em profundidade a personalidade feminina. Permite-lhe alcançar muito cedo a maturidade, sentido da gravidade da vida e das responsabilidades que a mesma implica. Desenvolve em si o sentido e o respeito do concreto, que se opõe às abstrações, muitas vezes mortais para a existência dos indivíduos e da sociedade. É ela, enfim, que, mesmo nas situações mais desesperadas - a história passada e presente são testemunho disso -, possui uma capacidade única de resistir nas adversidades; de tornar a vida ainda possível, mesmo em situações extremas; de conservar um sentido tenaz do futuro e, por último, recordar com as lágrimas o preço de cada vida humana”7.

O lugar da mulher em casa - nunca será demais repetir - é insubstituível. Sua presença é oculta, como a dos alicerces que sustentam os grandes edifícios. O desejo do feminismo é que a mulher desista de ser alicerce para se tornar fachada.

“Nenhum sucesso compensa o fracasso no lar”. Antes de se lançar ao trabalho fora do lar, convém que a mulher verifique se haverá ônus para a família. Não faz sentido querer ser “independente” do homem, pois não há homem que seja independente da mulher. Os dois, chamados a serem “uma só carne” são complementares e interdependentes. Não faz sentido competir com aquele que não é um rival, mas um companheiro.

“Qualquer perspectiva que pretenda propor-se como luta dos sexos não passa de uma ilusão e perigo: desembocaria em situações de segregação e de competição entre homens e mulheres e promoveria um solipsismo que se nutre de uma falsa concepção da liberdade”8.

Sobre o problema do trabalho feminino fora do lar, assim se exprime a Congregação para a Doutrina da Fé, no já citado documento:

“A este respeito, não se pode, porém, esquecer que a interligação das duas atividades - família e trabalho - assume, no caso da mulher, características diferentes das do homem. Põe-se, portanto, o problema de harmonizar a legislação e a organização do trabalho com as exigências da missão da mulher no seio da família. O problema não é só jurídico, económico e organizativo; é antes de mais um problema de mentalidade, de cultura e de respeito. Exige-se, de fato, uma justa valorização do trabalho realizado pela mulher na família. Assim, as mulheres que livremente o desejam poderão dedicar a totalidade do seu tempo ao trabalho doméstico, sem ser socialmente estigmatizadas e economicamente penalizadas. As que, por usa vez, desejarem realizar também outros trabalhos poderão fazê-lo com horários adequados, sem serem confrontadas com a alternativa de mortificar a sua vida familiar ou então arcar com uma situação habitual de stress que não favorece nem o equilíbrio pessoal nem a harmonia familiar. Como escreve João Paulo II, «reverterá em honra para a sociedade o tornar possível à mãe - sem pôr obstáculos à sua liberdade, sem discriminação psicológica ou prática e sem que ela fique numa situação de desdouro em relação às outras mulheres - cuidar dos seus filhos e dedicar-se à educação deles, segundo as diferentes necessidades da sua idade»9.

Como o sol levantando-se sobre as montanhas do Senhor, assim é o encanto da mulher na sua casa bem arrumada” (Eclo 26,16).


Conclusão:

(Homilia do Santo Padre em 15 de agosto de 2004, no Santuário de Lourdes)

Desta gruta eu dirijo um especial chamado às mulheres. Aparecendo aqui, Maria confiou sua mensagem a uma jovem, como que para enfatizar a especial missão das mulheres em nosso próprio tempo, ameaçado pelo materialismo e pelo secularismo: ser na sociedade de hoje uma testemunha daqueles valores essenciais que só podem ser vistos com os olhos do coração. A vós, mulheres, cabe a tarefa de serem sentinelas do Invisível! Eu apelo urgentemente a todos vós, queridos irmãos e irmãs, a fazer tudo o que estiver em vosso poder para assegurar que a vida, toda e qualquer vida, seja respeitada desde a concepção até o seu termo natural. A vida é um dom sagrado; ninguém pode presumir ser seu senhor.

Finalmente, Nossa Senhora de Lourdes tem uma mensagem para todos. Sede homens e mulheres da liberdade! Mas lembrai-vos: a liberdade humana é a liberdade ferida pelo pecado. É a própria liberdade que precisa tornar-se livre. Cristo é o seu libertador, ele é que “nos libertou para a liberdade” (cf. Gl 5,1). Defendei essa liberdade!






1CONGREGAÇÃO para a Doutrina da Fé. Carta aos bispos da igreja católica sobre a colaboração do homem e da mulher na igreja e no mundo. 31 maio 2004. n.º 2.
2 De fato, um dos efeitos colaterais dos anticoncepcionais é o aparecimento de caracteres masculinos.
3Coordenadora Nacional do Comitê Latino-Americano de Defesa dos Direitos da Mulher (CLADEM/Brasil)
4Notas Taquigráfias da Audiência Pública de 21/05/2002 promovida pela Senadora Emília Fernandes, sobre o Protocolo Facultativo à CEDAW. Grifo nosso.
5 O relatório pode ser baixado na Internet em formato ZIP no endereço <http://www.mj.gov.br/sedh/cndm/portal/CEDAW.ZIP>
6A maternidade realiza a mulher mais do que qualquer doutorado” disse Dr. Ubatan Loureiro, em um debate sobre “Aborto e Moral” promovido pela Fundação Escola Superior do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), em 2001.
7CONGREGAÇÃO para a Doutrina da Fé. Carta aos bispos da igreja católica sobre a colaboração do homem e da mulher na igreja e no mundo. 31 maio 2004. n.º 13
8Idem n. 14
9Idem n. 13




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Ser contra o abortamento provocado de bebês no ventre materno é uma questão ética, já que todos os seres humanos, independentemente da sua idade, ou de qualquer outra condição, têm a mesma dignidade de pessoa humana. É também uma questão científica, visto que há décadas a Ciência afirma que a vida humana começa no momento da concepção, com a primeira célula, o zigoto. É, ainda, uma questão jurídica, uma vez que todo ser humano tem, como o primeiro dos direitos, o direito natural à vida, da concepção até a morte natural. Finalmente, é uma questão também religiosa porque cada um de nós tem, acima de tudo, a dignidade sobrenatural de filho ou filha de Deus.