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Documentos - Embrião


Cientistas na Espanha rejeitam conceito de "pré-embrião"

Mais de 200 cientistas e professores universitários tornaram público um manifesto no qual mostram sua discordância com alguns dos conteúdos do Projeto de Lei de Pesquisa em Biomedicina, que se debaterá em 14/12/2006 no Congresso dos Deputados da Espanha.

O manifesto - promovido por Luis Franco Vera, da Real Academia de Ciências Exatas, Físicas e Naturais, e catedrático de Bioquímica e Biologia Molecular da Universidade de Valência - foi assinado por 14 acadêmicos, dois cientistas premiados com o Prêmio Jaime I, 39 catedráticos universitários, e mais de 150 pesquisadores e professores.

Em primeiro lugar, segundo informa Veritas, e "do ponto de vista estritamente científico", afirmam que "não têm sentido as distinções semânticas como a que se introduz ao chamar pré-embrião o embrião obtido por fecundação in vitro".

Os cientistas assinalam que há dados que tornam “inadmissível do ponto biológico identificar o embrião como uma simples massa de células, sequer nos dias anteriores à sua implantação”, e acrescentam que o embrião é "um organismo individual da espécie homo sapiens, certamente em estado incipiente de desenvolvimento, mas não por isso merecedor de um estatuto biológico distinto daquele do adulto".

Sobre o uso terapêutico de células-tronco, eles querem evitar a "criação de falsas esperanças no uso de células-tronco de origem embrionária", já que "até agora essas células não possibilitaram aplicações realmente terapêuticas em seres humanos".

"E mais: - acrescentam eles - a elevada taxa de proliferação das células embrionárias provoca, em mais de 60% dos animais em que se implantam, a aparição de tumores".

Contudo, apostam no emprego das células-tronco de origem adulta, que "já deram lugar ao tratamento de mais de 70 patologias humanas de diversos tipos e são numerosos os protocolos de experimentação clínica em andamento, com resultados promissores em muitos casos".

Enquanto "são 544 os protocolos que utilizam células-tronco adultas, não se apresentou nenhum com células de origem embrionária", destacam.

Finalmente, fazem "um chamado para que a discussão científica seja levada a cabo com ânimo aberto, de modo que, baseando-se em argumentos científicos, cada um possa emitir retamente um juízo ético sobre os diversos modos de atuar na pesquisa biomédica".

Entre os que assinaram o manifesto figuram, entre outros, o professor Eduardo Primo Yúfera, Prêmio Jaime I; os acadêmicos Ramón Llamas, Adriano García Loygorri, Carlos Sánchez del Rio, Pedro Jiménez Guerra, Guillermo e Víctor Jiménez; os catedráticos em Bioquímica Concepción Abad, Eduardo Arilla, Eduardo García Peregrín, Ignácio Núñez de Castro, Esteban Santiago e José M. Vega; os catedráticos de Biologia Celular José Manuel García Verdugo, Antonio Pellín e Ricardo Paniagua; os catedráticos de Fisiología José M. Estrela e José Viña; os catedráticos de Química Orgânica Ramón Mestres e José María Marinas; o de Histologia, Amando Peydró; o de Anatomia e Embriologia Humana Francisco Sánchez do Campo; o de Genética, Nicolás Jouve da Barreda; e o catedrático de Patología Cirúrgica, Carlos Vara.

Fonte: www.zenit.org/Veritas, 11/12/2006



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