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Movimento em Defesa da Vida da Arquidiocese do Rio de Janeiro
Documentos - Anencefalia

Melhor é prevenir
Dr. Israel Gomy


Muito se discute o abortamento de fetos anencefálicos, mas pouca atenção se dá à prevenção da malformação. É preciso primeiro entender como se desenvolve essa anomalia. Apesar do nome anencefalia (ausência do encéfalo), um tecido neural funcionante está presente em graus variados. Embora haja óbito geralmente até a primeira semana de vida, pode ocorrer a sobrevivência, em alguns casos, por até meses após o nascimento.

Ocorre em um para cada mil nascimentos, predominantemente no sexo feminino. Resulta do não-fechamento da porção anterior do tubo neural até a quarta semana de vida. Há vários fatores de risco: se um casal teve um filho com anencefalia, a chance de ter outro com a doença é de 4%, ou 40 vezes maior que na população geral. Carência de ácido fólico antes e no início da gravidez aumenta o risco em duas a oito vezes. Outros fatores são defeitos no metabolismo do ácido fólico, diabetes materna, falta de vitamina B12, uso de certos anticonvulsivantes, obesidade e febre na gravidez.

O consumo de 400 microgramas de ácido fólico, de três meses antes da concepção até o terceiro mês de gestação, pode reduzir o risco em até 70%. Isso levou os países industrializados a recomendar suplementação diária com ácido fólico e dieta rica em folato. Entretanto, menos de 40% das mulheres em idade fértil seguem a recomendação, e nem isso nos países em desenvolvimento. Seria portanto mais eficaz fortificar os alimentos. O Ministério da Saúde exige dos fabricantes de farinhas de trigo e milho enriquecimento com ácido fólico e ferro. Mas será que a exigência está sendo cumprida?

A prevenção da anencefalia supera outras medidas que se pretendem adotar em nosso país, um Estado respaldado por uma Constituição que garante a inviolabilidade da vida - mas que infelizmente nem sempre é cumprida.

O Dr. Israel Gomy é médico geneticista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, SP.

Fonte: O Globo, 30/07/2005



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Ser contra o abortamento provocado de bebês no ventre materno é uma questão ética, já que todos os seres humanos, independentemente da sua idade, ou de qualquer outra condição, têm a mesma dignidade de pessoa humana. É também uma questão científica, visto que há décadas a Ciência afirma que a vida humana começa no momento da concepção, com a primeira célula, o zigoto. É, ainda, uma questão jurídica, uma vez que todo ser humano tem, como o primeiro dos direitos, o direito natural à vida, da concepção até a morte natural. Finalmente, é uma questão também religiosa porque cada um de nós tem, acima de tudo, a dignidade sobrenatural de filho ou filha de Deus.